Tuas mãos, Desenhavam-me as curvaturas, Divagando sem pressa alguma. Teu suor, Salgava-me os lábios. Teu toque, Ditava-me o pulsar do coração. Teu perfume, Numa dança louca e frenética, Se mistura a mim: Somos um só. Um arrepio era tudo que precisava; Que eu precisava para entrar em transe. Em transe eu queria me encontrar agora. No transe do teu olhar. Mas tudo é como se me fosse negado. O gozo do teu simples sorriso, Não me pertence mais. E tudo que eu tenho agora, São memórias. Então me agarro a elas. Me recuso a deixar que desapareçam. Por isso estes versos, Para que se façam eternos, Mesmo que pra mim. Mas, mesmo com o pesar ainda, Eu não me engano; Ainda resta uma esperança: No exato momento em que a gravidade falhar, E o efeito gravitacional vier à tona, Assim como Júpiter- Plutão, Perfeitamente se alinhar, Como uma raridade, Mas ainda, creio eu, existente; Aí estarei com ti novamente. E voltarei a ...